Se na Escola a área curricular corre às mil maravilhas, o dia da Educação Física é para ele um dia crítico. A frustração associada ao simples facto de perder uma corrida provoca-lhe o descontrolo, desencadeia nele um choro raivoso e a manifestação de comportamentos agressivos - físicos e verbais. Calmamente em casa, tenho explicado que o importante não é ganhar, que no jogo e na vida há mais vencidos que vencedores, que vale mais ser um bom perdedor do que um mau vencedor, etc. Na hora parece compreender mas, à mínima desilusão, esquece toda a teoria e transforma-se naquele monstrinho indomável e exasperante. As pessoas sentem-se impotentes, pouco há a fazer. E ele também sofre por não conseguir controlar as emoções, os colegas riem-se, isso enfurece-o ainda mais. Custa-me que seja alvo de risota. Que mais posso fazer para ajudá-lo a aceitar a derrota com naturalidade?
7.11.09
Falta de ética desportiva...
Se na Escola a área curricular corre às mil maravilhas, o dia da Educação Física é para ele um dia crítico. A frustração associada ao simples facto de perder uma corrida provoca-lhe o descontrolo, desencadeia nele um choro raivoso e a manifestação de comportamentos agressivos - físicos e verbais. Calmamente em casa, tenho explicado que o importante não é ganhar, que no jogo e na vida há mais vencidos que vencedores, que vale mais ser um bom perdedor do que um mau vencedor, etc. Na hora parece compreender mas, à mínima desilusão, esquece toda a teoria e transforma-se naquele monstrinho indomável e exasperante. As pessoas sentem-se impotentes, pouco há a fazer. E ele também sofre por não conseguir controlar as emoções, os colegas riem-se, isso enfurece-o ainda mais. Custa-me que seja alvo de risota. Que mais posso fazer para ajudá-lo a aceitar a derrota com naturalidade?
29.10.09
Insinuações
25.10.09
A primeira noite sem a mãe
Tenho de registar. Na passada sexta-feira, o meu filho dormiu na casa dos tios. Confesso que sempre estive um pouco apreensiva no que toca a deixá-lo passar uma noite longe de mim, mas alguma vez havia de ser. Aproveitei que tinha um jantar de colegas para, por fim, aceitar o constante convite da minha cunhada:
- Hoje vais dormir na casa do N, a mamã vai a um jantar só de adultos.
- YEAH! Sim, sim, sim! (saltinhos)
- (...)
- Porta-te bem! Amanhã, de manhã, eu vou buscar-te.
- Mas é só um dia, mamã?! Tinha de ser dois!
- (...)
Achou delicioso o pão com Nutella, mas isso agora não interessa nada (lol). No Sábado, fui buscá-lo ao Estádio do Nacional, assistiam ao treino do meu sobrinho. Quando me viu, ficou logo todo segredinhos com a tia. Olhava para mim de esgueira enquanto lhe pedia, ao ouvido, o Bolicao que ela trazia na mala, não fosse ficar o assunto esquecido. :)!
Obrigada A, pelo jeitinho. Quando quiserem, já sabem, contem comigo que estas separações afinal são saudáveis e boas, para todos.
19.10.09
Saudade fraterna
- Um bocadinho não, mamã!
- Então?!
- Muuuuuuuuuuito!
14.10.09
Relatório da avaliação psicológica (Mindstation)
(...)
Observações clínicas
Síntese
Da avaliação realizada em termos cognitivos, salientam-se boas capacidades, indicadoras de um bom potencial intelectual. De ressaltar que os resultados obtidos neste âmbito, apontam para um funcionamento intelectual médio tendo em conta a sua faixa etária (Q.I = 100).
Dos dados obtidos através da observação clínica, em conjunto com as informações fornecidas pela mãe e professora titular de turma, constata-se que o M apresenta comportamentos frequentes de desafio/oposição, impulsividade e hiperactividade, aliado aos problemas sociais. Ademais, tem dificuldades em terminar uma tarefa até ao fim, em obedecer às regras do adulto e encontra-se desmotivado para tarefas que exigem esforço mental mantido e que por sua vez, considera como “de difícil realização”. Também, com frequência, chama à atenção dos outros, fala alto, sobrepõe a sua voz à do adulto e culpabiliza os outros pelos seus erros.
Importa salientar que estes comportamentos e sintomas surgiram antes dos 7 anos de idade, encontram-se em mais do que um contexto (escolar, familiar e comunitário) e causam um défice significativo de funcionamento social da criança.
Pelo exposto, e tendo em conta os seus comportamentos, verifica-se que o M preenche os critérios de diagnóstico para uma perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção. Além disso, considera-se que esta perturbação é Tipo Predominantemente Hiperactivo-Impulsivo, na medida em que o Critério Hiperactividade-Impiulsividade está preenchido mas não o Critério Falta de Atenção, durante os últimos 6 meses.
Também, segundo o que foi descrito anteriormente, o M apresenta um comportamento agressivo, hostil e desafiante, que dura pelo menos há 6 meses. Por outras palavras, a criança com frequência 1) irrita-se, 2) discute com os adultos, 3) desafia ou recusa cumprir os pedidos ou regras do adulto, 4) culpa os outros dos seus erros ou mau comportamento, 5) aborrece deliberadamente as outras pessoas e 6) é rancoroso ou vingativo. Por se verificar que estes comportamentos ocorrem com mais frequência do que é tipicamente observado nas crianças de idade e nível desenvolvimental comparáveis, considera-se que o M preenche também os critérios de um outro diagnóstico, nomeadamente Perturbação de Oposição.
Assim sendo, considera-se que o problema do M se enquadra na esfera das Perturbações Disruptivas do Comportamento e de Défice de Atenção, na sua forma mais complexa, Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção, Tipo Predominantemente Hiperactivo-Impulsivo e, em simultâneo, uma perturbação de Oposição (DSM-IV, 2002). (...)
13.10.09
Ele quer o Magalhães...
9.10.09
O que me diz a professora
- Eu noto que o M tem mais necessidade de falar do que as outras crianças, é mais forte do que ele.
- Tem muito vocabulário e fala fluentemente (não concordo com o “fluentemente”, mas gostei de ouvir).
- Nos primeiros dias fazia aquelas questões caídas do nada, mas já está melhor nesse aspecto. Eu expliquei (...), fizemos um acordo selado com um aperto de mão.
- Às vezes ri-se despropositadamente com alguma coisa que eu diga, mas compreende quando explico que o assunto não é para rir.
- Ele gosta bastante de matemática e é muito perspicaz.
- Não, ele nunca se levantou na aula! O M não é aquela criança a quem é preciso dizer para ficar quieto (!!!).
- É verdade que às vezes se distrai, mas basta chamá-lo ao trabalho que ele retoma logo o que estava a fazer (!!).
- Por vezes - nem sempre - tenho de lhe dizer as coisas particularmente depois de as ter dito à turma.
- Gosta do recreio e brinca naturalmente com as outras crianças, é sociável.
- À refeição é um santo. Come tudo calmamente e em silêncio.
- Não, o M não tem necessidade de apoio especial.
- Nem há necessidade de se fazer qualquer abordagem sobre a diferença do M. A turma recebeu-o bem. Eu também não lhes dei outra opção, apresentei-o logo como sendo uma mais-valia para a turma.
- Vá em paz, ele fica bem. Um dia feliz.
A nova família...
24.9.09
A adaptação à nova escola...
Gosta da comida da escola, come bem e sem ajuda. Em três dias já fez novos amigos. Contou-me a professora que ontem, em composição, alguns alunos escreveram sobre o novo colega, dizendo que tinham ganho um amigo novo e que até era muito simpático. Hoje de manhã, ao chegarmos à escola, alguns dos seus novos colegas aproximaram-se para lhe falarem. À tarde, quando o vou buscar, encontro-o todo transpirado pelas correrias e brincadeiras - "Tive verde, mamã!". A nova turma está a aceitá-lo muito bem. Ainda não me falou no colégio, nem nos seus antigos colegas.
“A tua professora é do melhor que há”, disse a mãe de um colega ao meu filho no primeiro dia de escola. É essa também a minha impressão, uma profissional amiga das crianças, experiente e sabedora. Além de ser uma pessoa alegre e ter uma figura bonita. Afinal, aquilo que eu queria para ele existe. Eu tinha a certeza. Estou aliviada por ver que está no bom caminho e que terá, com toda a certeza, um futuro mais risonho.
22.9.09
Primeira fofoca do ano lectivo
- Sabes mamã, aquele menino chorou outra vez na sala. Ele queria ir com a mãe...
- Ah sim?!
- Ah sim!
- Chorou porque se sentiu triste. É normal que isso aconteça depois de tanto tempo de férias. Eu penso que algumas crianças choram nos primeiros dias de escola porque se sentem desprotegidas, o que achas?
- Não é isso mamã! Ele chora porque ainda não percebeu que às vezes é bom as mamãs estarem longe.
- (glup)